Prefeitura cria comitê para combater violência política contra mulheres
- 24 de jul. de 2021
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'Comitê Marielle Franco de Prevenção e Enfrentamento à Violência Política Contra as Mulheres'' foi lançado nesta sexta-feira

24/07/2021 | 21:39
Na tarde da última sexta-feira (23/07), a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Especial de Políticas e Promoção da Mulher (SPM-Rio), anunciou, em evento realizado no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul, a criação do Comitê Marielle Franco de Prevenção e Enfrentamento à Violência Política Contra as Mulheres. A iniciativa reúne 12 instituições do Executivo, Legislativo, Judiciário e da sociedade civil.
Entre os objetivos do comitê estão a garantia de memória para as mulheres vítimas da violência de política, o monitoramento de casos e ações de comunicação para prevenção desta referida forma de violência contra as pessoas de sexo feminino. A meta é, até as eleições de 2022, já contar com ações concretas, capazes de combater esse tipo de violência política.
O nome do projeto é uma homenagem a vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 no Estácio, bairro da região central da capital fluminense, em caso que ainda está sob investigação para descobrir os mandantes do crime. A intenção é que o Rio seja uma cidade referência na equidade de gênero.
Vale ressaltar que o Comitê Marielle Franco foi criado via decreto municipal, que também estabelecerá as formas de violência política contra a mulher. Ou seja, são atos direcionados a mulheres candidatas, eleitas, nomeadas ou ocupando cargo político, durante ou após as eleições, ou, ainda, no exercício de outra natureza de representação política, com o intuito de cercear, impedir, encurtar ou suspender sua plena participação político-partidária nos poderes legislativo e executivo.
É importante destacar também que a violência política pode ser caracterizada por práticas como: perseguição, distinção, exclusão, restrição, assédio, ameaça, agressão física, psicológica ou sexual ou indução a tomar decisões contrárias à sua vontade.
”Todos perdemos quando uma mulher sofre violência política. Somente uma sociedade capaz de respeitar a voz de todas as diversidades nos espaços de tomada de decisão será justa, livre e segura para todas as pessoas. Hoje, queremos dar respostas e impedir a repetição desses crimes políticos contra as mulheres na nossa cidade”, disse a secretária Joyce Trindade.
Além da SPM-Rio, outras duas pastas participam do projeto, a Secretaria Municipal de Governo e Integridade (Segovi) e a Secretaria Especial de Cidadania (Secid). Paralelamente, o comitê, que se reunirá uma vez por mês é tem o prazo de 90 dias da publicação do decreto para apresentar o seu plano de trabalho, é composto por mais 9 instituições:
Instituto Marielle Franco;
Movimento Mulheres Negras Decidem (MND);
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ);
Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro (TRE-RJ);
Câmara Municipal do Rio de Janeiro;
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj);
Instituto Alziras;
Justiça Global.
”Ver essa iniciativa se concretizar no município do Rio, onde Marielle foi vereadora e viveu a vida inteira, é muito especial. Minha expectativa é que o comitê possa ser um primeiro passo na construção de uma resposta institucional para a violência política de gênero e raça contra as mulheres cariocas”, destacou Anielle Franco, diretora do Instituto Marielle Franco e irmã da vereadora.


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